Archive for the 'High tech' Category

Estamos na era dos apps? Plataformas fechadas ameaçam o conceito de participação da Web 2.0

Leia mais sobre Tim Berners-Lee na Wikipedia

Berners-Lee criou web em 90

Recentemente, em artigo publicado na Scientific American, o criador da web Tim Berners-Lee defendeu as plataformas abertas e criticou a loja do iTunes e o Facebook por fragmentarem e centralizarem o conteúdo na Internet. Estará a web com seu conteúdo aberto na rede ameaçada por plataformas controladas em ambientes fechados como a Apps Store da Apple ou estará o pai da web cuidando do seu filho mais velho?

A partir do momento em que os conteúdos são distribuídos a partir de apps instaladas em dispositivos como iPhone, iPad e iPod, a Apple tem controle sobre as ferramentas de distribuição. Bem sabem os internautas que utilizam esses dispositivos móveis que utilizar aplicativos é a maneira mais usual para acessar informações na rede.

Visite a Aplle Apps StoreO problema é que muitos deles devem ser comprados e, mesmo aqueles gratuitos, exigem que o internauta possua uma conta na iTunes com um cartão de crédito válido. Ainda que haja maneiras de se criar contas sem o cartão com endereços falsos, essas são práticas que desrespeitam os termos de uso da Apple e que o internauta com conhecimento menos avançado não deve utilizar. Mesmo com a conta criada, ainda estão sujeitos à loja da Apple para adquirir os apps e aqui está o problema.

A informação distribuída está sobre controle de uma plataforma fechada, já que os apps devem seguir padrões da Apple para publicação na loja de aplicativos. Tenho estudado a construção de apps para os dispositivos da Apple e um dos primeiros pré-requisitos que me deparei foi a criação de uma conta no iOS Developer Program. Parece fácil, não? O problema é que a inscrição no programa custa 99 dólares… POR ANO. Fora isto, o conhecimento técnico dos protocolos de programação são bem avançados.

Como a migração para os dispositivos móveis que utilizam desses apps cresce visivelmente, os detentores do conhecimento para construção de aplicativos receberão um espaço privilegiado para a distribuição de conteúdo. Com isso, retornaríamos ao tempo da Web 1.0, quando a publicação e a distribuição do conteúdo estavam sujeitas ao conhecimento do script HTML.

Observem as apps existentes até o momento para a distribuição de conteúdo informativo e jornalístico para o iPad, lançado tardiamente hoje no Brasil, e notarão que apenas as grandes instituições jornalísticas possuem apps para este dispositivo.

Além de sujeitos às políticas de publicação de apps da Apple, apenas quem domina os meios e possui recursos para investir podem publicar aplicativos para a distribuição de informação nestes dispositivos. Isto realmente acontecerá?

A minha preocupação com essa geração de apps é associada com estes questionamentos e também por ter iniciado os testes com o novo navegador que integra as redes sociais, RockMelt, e observar que surge o espaço para apps também nos navegadores. A tendência do uso de apps também pode ser observada no Facebook, outra plataforma fechada que possui sua base de dados restrita à empresa. Aliás, o Facebook parece ser o maior parceio do RockMelt, visto que as funcionalidades das apps já disponíveis são realmente inovadoras para este site de rede social. Claro que não fica claro qual será a tendência desses espaços, por enquanto surgem apenas para a inclusão de feeds, mas fica clara a interface voltada para apps e para o Facebook.

Não quero afirmar como Berners-Lee que as plataformas abertas da web correm risco e que a democratização das ferramentas de produção e de distribuição como apontada por Anderson em seu livro A Cauda Longa está com os dias contados. Agora, certamente é tempo de se repensar o poder dado às grandes organizações como Facebook e Apple ao deixar-se que controlem os dados compartilhados pelos internautas.

Se o conteúdo distribuído na rede ficar sujeito aos apps controlados por poucas organizações, teríamos um retrocesso no que toca os conceitos da Web 2.0 como a participação na construção do que é publicado. Estaríamos retornando aos tempos em que precisamos baixar e instalar apps softwares em nossos dispositivos? A web como plataforma está em risco com essas novas práticas de navegação na Internet?

As respostas a todas essas perguntas só poderão ser dadas com o tempo, mas particularmente penso que dificilmente voltaremos a tempos em que poucos tinham a possibilidade de difundir informação. Por outro lado, mais uma vez presenciamos uma mudança de paradigma na rede que pode ditar a forma como consumimos e compartilhamos conteúdo na Internet.

Pesquisa dos perfis @marcelotas e @interney no twitter

A #intercom2009 foi bem produtiva. Foi a melhor edição que já participei desde 2003. No #gpciber, apresentei o artigo sobre a Representação dos Profissionais de Comunicação no twitter junto à @erikaoikawa. Analisamos os perfis de @marcelotas e @interney no Twitter

Publico abaixo o nosso keynote e o link para o artigo completo:

Paper completo: CONSONI, Gilberto. OIKAWA, Erika. A representação dos profissionais de comunicação no Twitter- Análise dos perfis de Marcelo Tas e Edney Souza. Curitiba, Intercom 2009

Quem desejar receber o arquivo do keynote com as pausas para melhor visualização é só pedir por e-mail (gilberto@consoni.com.br) que eu envio ;)

CNN também adota mídia social You Tube para o seu 5º Concurso Universitário de Jornalismo

As mídias sociais presentes na web recebem cada vez mais a atenção dos veículos e profissionais de comunicação. Assim como o famoso festival de Cannes que está promovendo o concurso You Tube Cannes Young Lions, a CNN também utilizará o You Tube para seu concurso universitário de jornalismo em 2009.

O tema do  5º Concurso Universitário de Jornalismo da CNN parece mostrar o interesse do veículo na formação de jornalistas que compreendam a aproximação da tecnologia com a sociedade. Com o tema “O uso da tecnologia no desenvolvimento social“, os estudantes de jornalismo devem produzir um vídeo de até 2 min e enviá-lo via You Tube. O estudante pode inscrever quantos vídeos desejar.

Diferente do Cannes Young Lions, o critério que definirá o vencedor não será a propagação viral do vídeo, mas a sua qualidade. A comissão julgadora, composta pelos jornalistas Heródoto Barbeiro (apresentador Roda Viva), Lúcia Araújo (gerente Canal Futura) e Marcelo Tas (CQC), seguirá os seguintes critérios: 1) adequação ao tema proposto e aos objetivos do briefing; 2) conceito; 3) passagem; 4) off; 5) sonora; 6) criativiade; e, 7) originalidade.

As inscrições do concurso vão até 29 de junho e o vencedor conhecerá os estúdios da CNN em Atlanta nos EUA. O concurso mantém um blog onde podem ser assistidas entrevistas com os jurados das comissões julgadora e de triagem.

Adotando o próprio You Tube como meio para o concurso, a CNN está veiculando essas entrevistas e o próprio comercial de divulgação do concurso na mídia social You Tube.

Cannes Young Lions usa de marketing viral e do site You Tube em concurso que promove Oxfam

Jovens de todo o mundo tiveram 48 horas, a contar da meia noite de 15 de maio, para produzirem um video para o concurso You Tube Cannes Young Lions. O propósito do concurso é associado à produção de uma propaganda viral de uma importante entidade mundial que seria conhecida apenas às 0hs do dia 15. A organização escolhida foi a Oxfam que lida com ações ativistas em favor ao meio ambiente.

A Terra está doente e todos sentimos isto na pele. Entre os dias 7 e 18 de dezembro de 2009, ocorre em Copenhagen o United Nations Framework Convention on Climate Change quando a ONU discutirá como substituir o atual tratado de Kyoto. Para quem não lembra ou não sabe, este é o tratado que também estabelece o quanto de dióxido de carbono (CO2) um país pode liberar na atmosfera e que os EUA nunca querem assinar.

O Cannes Young Lions escolheu o tema da reunião de dezembro associado à entidade Oxfam. Os jovens participantes precisaram fazer um video convidando o internauta a assinar a petição no site da Oxfam para se associar à causa.

O Clube de Criação da Fabico (Caixola) produziu o video The Humingbird and the Elephant que, em épocas de mídias sociais em rede, lembra o quanto uma pequena atitude é importante na coletividade.

Publicar ou interagir no jornalismo: serviço interativo de micromensagem não é microblog

A revista eletrônica Fantástico da TV Globo passou a contar com atualizações no Twitter desde o dia 8 deste mês, mas somente ontem, após uma reportagem sobre mídias sociais no próprio programa, parece que o grande público teve conhecimento do novo perfil, já que o serviço ficou instável momentos após a reportagem. Isto sempre ocorre quando alguns fatos levam a um elevado fluxo de internautas ao serviço de micromensagens.

Desde maio de 2008, quando escrevi sobre o uso dado ao Twitter e criticava as contas agregadoras de notícias, já via o serviço como um serviço de micromensagens destinado à interação e não como um microblog. Na Intercom de 2008, ao apresentar meu trabalho que discutia relações sociais em ambientes virtuais, falei de diferenças entre sistemas de micromensagem que apontavam essa interação entre os internautas, uns com maior conversação e grupos menores (Plurk) e outros com menor diálogo (Twitter), mas com grande interação entre os interagentes através de trocas de informações em grupos maiores. As atualizações dos twitteiros/plukeiros são feitas com a intenção principal de interagir, mesmo que muitos utilizem para divulgar links dos próprios blogs (como eu mesmo fiz ao término desta postagem), a maioria dos links divulgados são na intenção de compartilhar e não apenas de criar reputação na rede.

Essa diferença entre postar um texto num blog e fazer-se atualizações num serviço online na intenção de interagir, mesmo que a interação não seja a conversa [penso aqui na interação reativa ou mútua (Primo, 2007)], é o que diferencia os serviços de micromensagens dos blogs que já percebia no meu próprio uso dado ao Twitter desde 2007.

Esta diferença entre postar e interagir é o que vejo necessário ser percebido pelos veículos de comunicação que desejam utilizar os serviços de micromensagens como canal de comunicação com sua audiência.

Era o primeiro anuncio da criação da conta no próprio Fantástico, que já deixava claro desde sua primeira atualização que, provavelmente, seguirá o mesmo uso dado ao Twitter por outros Meios de Comunicação de Massa (MCM). Na bio do perfil @showdavida, vê-se que servirá para divulgar novidades e bastidores do programa e do site do Fantástico.

O fato do Twitter baleiar durante o anuncio da conta aponta algumas premissas que tenho com os mídias. Os MCM ainda são mais importantes na divulgação de informações para grandes audiências. Mesmo que twitteiros de plantão já estivessem falando no Twitter da reportagem que iria ao ar momentos antes da transmissão, foi após o anúncio do endereço twitter.com/showdavida por Zeca Camargo que o perfil passou a receber novos seguidores.

Momentos antes da reportagem ser transmitida na TV, o perfil do Fantástico possuía 1293 seguidores, cerca de duas horas depois eram 3120 e hoje até 12h e 8min o número subiu para 4651.

Conta @showdavida antes da reportagem na TV

Conta @showdavida antes da reportagem na TV

Certamente, se todos esses cerca de cinco mil seguidores acessassem ao mesmo tempo a conta do Fantástico, o serviço do Twitter não ficaria instável, mas essa diferença mostra que muito mais internautas foram até o perfil do programa naquele momento que trancou o serviço, também mostra que a maioria não passou a seguir a conta @showdavida.

Conta @showdavida 2h após a reportagem na TV

Conta @showdavida 2h após a reportagem na TV

O fenômeno ocorre por dois motivos. A maioria das pessoas que chegaram até o endereço anunciado pelo apresentador nunca havia ouvido falar no Twitter e, obviamente, não possuía conta para seguir o @showdavida, como o próprio Zeca parecia não saber, pois deu a entender que era necessário estar cadastrado no Twitter para acessar o endereço no final da reportagem.

Qualquer twitteiro já sabia que para acessar a página não é necessário estar cadastrado e que a criação da conta é necessária para que se forme a rede de seguidos e seguidores. O fato é que a maioria dos brasileiros que navega pela Internet sequer sabia da existência do Twitter até sua divulgação no Fantástico, quem dirá informações básicas do serviço.

Porém, por que aqueles já twitteiros que acessaram o perfil @showdavia não passaram a seguir as atualizações do Fantástico? Não há dúvida que os primeiros a acessar a conta em seguida à reportagem na TV foram eles, como também não tenho dúvida que foram milhares deles aqui no Brasil. Mas, então, porque que esses milhares não passaram a seguir a conta do Fantástico?

  • Show da Vida 2009

Tenho acompanhado o Fantástico há alguns domingos para verificar as mudanças prometidas para a programação de 2009 e já percebo as reportagens mais aprofundadas, excluindo essa das mídias sociais pois acho que faltou atenção a alguns pontos, mas que também não me sinto no direito de criticá-la, já que é destinada para a massa. Não que eu não seja massa, pois todos somos receptores de massa em algum momento, como na reportagem sobre a doação dos órgãos na semana passada, quando achei o máximo a forma como foi explicado o diagnóstico de morte cerebral, entendi que a reportagem atingiu seu objetivo frente à sua audiência de massa. Por outro lado, a minha irmã criticou que outros pontos da medicina precisavam ser ressaltados. Mas, ela é médica e creio que tais pontos sejam no mesmo nível dos que eu senti falta na reportagem dos mídias sociais por pesquisar esses serviços. São essas mudanças que tenho percebido nas reportagens do fantástico que também são necessárias nos meios digitais.

Ontem a massa do Fantástico teve acesso à conta @showdavida, os próprios twitteiros tomaram conhecimento ao mesmo tempo, mas pouquíssimos passaram a seguir o perfil. Isto ocorre porque o Fantástico está vendo o serviço como uma novidade para a sua massa e manteve o mesmo formato que vejo na maioria das contas de veículos jornalísticos no Twitter, de divulgação de informações da sua própria produção. Continua sendo um canal de única-via um-todos. Estão vendo o Twitter como um blog, destinado primeiro à postagem de textos e depois a interação quando permitidos os comentários.

  • Interação, não publicação

Como já discutido no início deste texto e em outra postagem, é necessário que o jornalismo no Twitter perceba que o grande potencial desse serviço está na interação entre seguidos e seguidores. O @showdavida não pode vir com o formato de apenas ser seguido se deseja ter um canal interativo com sua audiência, necessita seguir e interagir, ouvir mais e dizer menos. Pois este é o principal motivo pelo qual eu não sigo nenhum serviço de notícias no Twitter, pois eles publicam muitas atualizações que encheriam minha página de links. Como já falei antes, pra isso eu uso os Feeds.

Se o @showdavida tivesse publicado perguntas aos seguidores, dado a oportunidade de participação deles no programa na TV através do Twitter, entre outras formas de interação, eu mesmo passaria a seguir a conta. Mas, vale lembrar que essas possibilidades de interações têm de ser importantes ao internauta, pois são vários os exemplos de sistemas e redes que não tiveram sucesso pelo fato do internauta não encontrar uma utilidade que o fizesse manter-se no serviço. Dessa mesma forma, o twitteiro não manterá uma relação interativa com outros caso essa relação não seja importante ou útil para ele manter o vínculo.

Os twitteiros como eu que chegaram até a conta do Fantástico e não passaram a seguí-la, provavelmente pensaram que era mais uma conta de um MCM no Twitter.

O Fantástico precisa de um serviço de micromensagem para interagir e ouvir mais, não apenas para falar dos “bastidores” e “novidades” como num blog. Tem que ser um serviço de micromensagem interativo e não um microblog. A propósito Zeca Carmargo, mesmo que eu tenha deixado claro e escrito que não concordo com isso há mais de um ano, o que andam chamando o Twitter por aí é de Microblog e não Miniblog. :P

  • Como ficar rico com o Twitter?

Se você precisa de um incentivo para criar um modelo de jornalismo para serviços de micromensagens como o Twitter, leia esta notícia da CNN que pagou um belo troco ao proprietário da conta @CNNbrk que tem mais de um milhão de seguidores.

Como criar uma versão do blog para celulares?

screen-capture-8A partir de hoje, os visitantes deste blog contam com uma versão destinada a dispositivos móveis. O link de acesso é http://gilbertoconsoni.mofuse.mobi/?sm=1 e ficará disponível no menu lateral.

Nessa versão são carregados apenas os títulos das postagens na Página Inicial. Imagens e textos carregam após a escolha do internauta. A outra vantagem é que o menu lateral, com Principais mensagens, comentários recentes, clicks em alta, etc, não carregará, evitando aquela longa página ao se acessar versões não destinadas a celulares.

Por seu propósito, este blog tem textos longos, foge da regra aconselhada para o texto web que deve ser curto, quanto mais para celulares. O serviço instalado modifica a estrutura do blog, mas o formato do texto permanecerá. O serviço instalado foi o MoFuse.

Globo confirma telejornais para celulares mas não anuncia características do modelo dos programas

No post anterior, falei sobre os telejornais exclusivos para celulares que a rede Globo está preparando para o segundo semestre. A informação  foi confirmada oficialmente na quarta-feira (08/04/09) em coletiva à imprensa e ontem no final do programa Domingão do Faustão no anuncio da programação de 2009 da Rede Globo.

Havia prometido escrever mais por aqui sobre o modelo de telejornal que o jornalismo da Globo estaria preparando para os dispositivos móveis, mas até o momento não encontrei nada além da confirmação que teremos telejornais destinados aos celulares.

Em uma das falas de Fátima Bernardes no video de apresentação das novidades do jornalismo da Globo para 2009, a apresentadora anuncia o que seria a nota de abertura do Jornal Nacional para o celular.

Acho importante a Globo investir na marca do Jornal Nacional também para o celular, pois é o telejornal da TV mais assistido no Brasil e, em minha opinião, com uma liguagem apropriada à massa. Mas, como já havia mencionado na última postagem, é necessário uma linguagem exclusiva para os dispositivos móveis diferente da TV e, como também reforçado no comentário da Aline de Campos, a simples transposição do conteúdo deve ser superada a um modelo adaptado.

Este novo modelo de jornalismo é o que eu estou buscando em minhas leituras e pesquisas pela web. Por enquanto, não poderei fazer comentários sobre o modelo que a Globo está preparando, pois ainda não foram anunciadas as características, mas já começarei a postar nesta semana algumas inovações que julgo necessárias do modelo atual da TV para o da web e, por sua vez, para os celulares.

Minha primeira postagem desse tema apontará para as potencialidades e a necessidade do uso do hipertexto nesse novo modelo, principalmente, para atender a uma necessidade de imediatismo em que vivemos. Porém, não apenas a “necessidade” do tudo saber a todo momento, mas do saber do que queremos no momento em que desejamos. Como já discutido, a necessidade de controle ativo do internauta sobre o conteúdo consumido.

Jornalismo e mobilidade: qual formato seguir no telejornal destinado a dispositivos móveis?

Os telefones celulares não podem ser considerados apenas aparelhos de comunicação por voz há um bom tempo. Estes pequenos dispositivos possibilitam a realização do desejo de ubiquidade que para André Lemos é almejado pelo homem desde à criação do telégrafo. Mas, como os produtores devem preparar os conteúdos a serem consumidos através desses dispositivos? O que já aprendemos com o desenvolvimento da web que pode ser aproveitado?

Excetuando-se a voz, as primeiras possibilidades de comunicação móvel mais utilizadas pelo interagente que, em meu entender, já apresentaram rupturas na comunicação foram as mensagens SMS, ao modificarem a própria linguagem escrita, já que as primeiras versões desse sistema não permitiam caracteres especiais e, como nos primeiros bate-papos  da web (mirc), o interagente passou a utilizar códigos próprios (naum, eh, :-), :’-), etc).

O primeiro SMS foi enviado a um celular em 1992

A possibilidade parece pouco influenciável na comunicação e até superficial a efeito de analise de uma mídia, mas ao considerarmos a possibilidade de escrevermos um texto no celular e publicar na web de qualquer lugar, o simples SMS, antes destinado a amigos, virou sinônimo de micropostagem de conteúdo móvel pelo cidadão. Por exemplo, o Twitter que foi o primeiro serviço a popularizar essa prática de publicação de microconteúdo móvel na rede através do SMS. Isso possibilitou inclusive a cobertura de eventos através do celular. Em maio de 2008, a Gabriela Zago e eu fizemos a cobertura do Congresso Nacional de História da Mída no Twitter. Na oportunidade, utilizei exclusivamente o serviço SMS do meu celular. Participei também de outras coberturas de eventos de comunicação, como o Encontro da Compós,  uma palestra da Agência Click, etc, mas nestas vezes já utilizando o serviço WAP pelo celular para a Compós e o sinal Wi-fi pelo notebook na palestra.

Tecnologias móveis permitem localizar você e seus amigos

Os celulares foram aprimorados e o internauta passou a contar com a mobilidade, através dessa tecnologia WAP, para acessar a web. Hoje, os celulares permitem uma experiência de navegação como nos computadores e, ainda, com funções específicas a serviço da mobilidade, como a utilização de serviços online de transporte e localização (GPS). Alguns desses serviços aparecem junto a temas polêmicos de vigilância que especialistas dizem colocar a privacidade em cheque. Como anunciado recentemente, sabe-se através do Google Latitude que temos a possibilidade de mostrarmos aos nossos amigos onde estamos a todo momento, como também saber onde eles estão pela localização do celular.

O acesso móvel à web tem recebido uma atenção especial dos desenvolvedores de sites e serviços online. Vê-se todo dia novas aplicações móveis, ainda com mais frequência após o desenvolvimento dos smartphones e do surgimento de aparelhos como o iPhone e do projeto de código aberto Android, inovadores na experiência de usabilidade do usuário em dispositivos móveis. A tecnologia 3G trouxe mais largura de banda (velocidade) à rede móvel e facilitou a publicação e o acesso a conteúdos de áudio e video.

A minha atenção a esses dispositivos móveis também foi alimentada por uma questão mercadológica, depois de ouvir no fim do no ano passado em uma palestra de Eduardo Pellanda que, no Brasil, o valor total de impostos pago pelas empresas de telecomunicações supera todo o faturamento das televisões brasileiras. Mesmo que o meu interesse nas tecnologias seja de cunho social e não  mercadológico, fiquei atento a esse número por ele se tornar um grande impulsionador a investimentos neste campo.

Recentemente, falava em uma aula de Design de Interface a respeito dos elementos das narrativas digitais e as características que o produtor de conteúdo precisa levar em conta ao preparar o material para as mídias digitais. Basicamente, existem três configurações de conteúdo na rede quanto a mídia utilizada, os de “única mídia, múltipla mídia e multimídia“. Baseei-me no modelo de Nora Paul e Cristina Fiebich para apresentar aos alunos este elemento “mídia” e os outros quatro que são “ação, relacionamento, contexto e comunicação”.

A partir desses elementos podemos compreender quais mídias utilizar (texto, audio, video), que formatos escolher (animações, gráficos), de que forma transmitir (ao vivo, gravado), determinar que ação sobre o conteúdo o internauta estará apto (ativa ou passiva), se o relacionamento será aberto ou fechado, como lidar com o hipertexto e, ainda, as formas de comunicação permitidas (única ou dupla-via). Esses elementos determinam hoje a narrativa digital que pode ser encontrada na web desde a sua forma mais compacta (publicação de uma única mídia) até a mais avançada (um conteúdo multimídia com ação ativa do internauta e alto grau de interação).

As tecnologias móveis e a narrativa utilizada para os meios digitais são os dois pontos que desejo destacar nesta postagem, pois na próxima quarta-feira (08/04/09), a Rede Globo estará anunciando a produção de telejornais específicos para celulares. Segundo a coluna Outro Canal, da Folha de S. Paulo, Roberto Ireneu Marinho disse que “a evolução tecnológica da indústria de comunicação está criando novas oportunidades de participação, interatividade e de escolha do público sobre que conteúdos consumir, como e quando fazê-lo” e por este motivo as novas mídias passam a ser prioridade da empresa.

Programação de telejornais da Rede Globo específicos para celulares vai ao ar no segundo semestre de 2009

Programação de telejornais da Globo para celulares vai ao ar no segundo semestre

Essas oportunidades realmente me parecem possibilidades indiscutíveis nos novos mídias, mas ao fazer uma análise da história do jornalismo na web, percebo que as possibilidades de participação, interatividade e escolha só passaram a integrar os veículos tradicionais depois que mídias sociais fizeram frente a esses veículos. Nesse papel social considero uma parte da blogosfera e sistemas colaborativos (Wiki). O próprio New York Times perde em números de leitores para a blogosfera há mais de um ano.

Bem é verdade que diversos veículos online institucionalizados (G1, Terra, UOL, FolhaOnline) permitem a participação ativa do internauta na escolha do conteúdo, interatividade através dos comentários das notícias, cooperação na construção do conteúdo através de canais da audiência (VC Repórter, VC no G1), mas como já alertado esses veículos não surgiram com esse formato na web e, mesmo considerando essas características, as possibilidades de escolha, participação e interação ainda  parecem pouco exploradas. O que está em questão são as formas de produção de conteúdo e quais possibilidades de interatividade são permitidas aos internautas nesses espaços.

Os números de expansão das tecnologias móveis indicam que a utilização de celulares para se ter acesso ao conteúdo da web crescerá exponencialmente nos próximos anos. Ao se produzir conteúdo jornalístico para esses dispositivos, deve-se estar atento ao que ocorreu com o desenvolvimento da narrativa digital utilizada pelo jornalismo desde o início da web. Penso que já se tem conhecimento da experiência do usuário desde as primeiras publicações jornalísticas na rede que servem de instrumento para que não se cometa os mesmos erros. Vejo que os telejornais destinados a celulares da Rede Globo, anunciados para o próximo semestre, precisarão seguir essas oportunidades de participação, interatividade e de escolha do público, destacadas pelo seu presidente. Do contrário, cairão na mesma lógica do broadcasting de seus outros veículos (ainda vejo os sites de notícias institucionalizados nesta lógica). Mesmo percebendo que a interação nos sites de notícias tem sido estimulada nos últimos anos, creio que está muito aquém das mídias sociais.

A produção de conteúdo destinado aos dispositivos móveis precisa encontrar uma linguagem própria nesta narrativa digital já conhecida, pois a experiência do usuário é alterada não apenas pelas modificações na usabilidade e navegabilidade, mas pela possibilidade de estar conectado todo  tempo em qualquer lugar. Por exemplo, qual narrativa será utilizada em um telejornal para celulares ao considerarmos que seu telespectador assista-o enquanto dirige e apenas ouça o áudio e não veja as imagens?

Após o anúncio do formato oficial dos telejornais para celulares da Rede Globo na próxima quarta-feira, farei uma postagem para ver quais desses aspectos já estão presentes nesse novo projeto. Confesso que na época do lançamento do G1 fiquei positivamente surpreso com o modelo apresentado, mas já o vejo ultrapassado em alguns pontos, principalmente no que diz respeito à participação, multimídia, e aproveitamento de ferramentas como os trackbacks, pouco utilizada pela própria blogosfera brasileira.

A propósito, por que chamarmos de telejornal um programa jornalístico destinado a estes dispositivos móveis que deve [ou deveria] sofrer considerável transformação em sua narrativa? Vejo que não só a narrativa deva ser inovada, mas o próprio nome desse formato jornalístico necessita atualização.

Aguadarei o formato que será apresentado pela Globo e publicarei  como compreendo que essas narrativas devem ser na concepção de Web 2.0 ao serem influenciadas pela mobilidade do internauta.

Serviços de recomendações sociais online formados por redes de pessoas

Os serviços online que mais despertam interesse em minhas leituras, navegações pela web e pesquisas são os sociais. Refiro-me àqueles que seguem conceitos da Web 2.0 (O’ReillY), como os de cooperação, participação e recomendação. Este último tem como exemplo as resenhas escritas pelo próprio consumidor da Amazon.com.

O site Amazon.com destaca-se pelo seu serviço online que permite a avaliação dos produtos, resenhas de clientes e indicação de obras conjuntas (Ex.: Quem comprou este livro, também comprou estes…). A empresa é famosa pela comercialização de livros, mas oferece também os mais variados produtos em seu catálogo, que vão de caros equipamentos eletrônicos a bolinhas de golfe. Como pode ser visto na imagem abaixo, esses produtos também podem ser avaliados pelos seus consumidores através de votos e resenhas.

Site da Amazon possui avaliação dos seus produtos através das resenhas voluntárias de seus clientes

Site da Amazon possui avaliação dos seus produtos através das resenhas voluntárias de seus clientes

Assim como a Amazon.com, há sites similares no Brasil que buscam contar com a participação de seus clientes para obterem esses resultados de recomendações. Como é o caso da Livraria Cultura, que oferece praticamente as mesmas funções de recomendação do site da Amazon.com.

No site da Livraria Cultura, os clientes também podem escrever opiniões dos produtos

No site da Livraria Cultura, os clientes também podem escrever opiniões dos produtos

Estes são casos comerciais já consolidados no mercado online de livros e produtos. Mas, e para todos os outros serviços que estamos habituados a consumir, como ter recomendações fiéis deles?

Quando chego a uma cidade desconhecida, normalmente, não sei onde fazer minhas refeições, quais lugares visitar ou que festas, cinemas e opções de entretenimento usufruir. Quase sempre, opto pelos lugares que Ortiz classificaria como desterritorializados, como um shopping center ou serviços de grandes franquias, como as lojas do MacDonald’s. Se desejar outros serviços mais locais, recorro a amigos da cidade, recepcionistas do hotel ou taxistas.

Ao seguir essas recomendações, não sei até que ponto as opiniões destas pessoas condizem com as minhas expectativas ou gostos, já que são um tanto particulares. Isto ocorre até mesmo em minha própria cidade, pois nem sempre sei onde encontrar os serviços que melhor satisfaçam minhas necessidades.

Nos Estados Unidos, existe um conhecido site online de resenhas de clientes dos mais diversos serviços. O sistema é o Yelp e permite que o próprio internauta cadastre novos serviços e lugares. A possibilidade de cadastro partindo dos próprios internautas torna o serviço sociável em contraposição ao modelo de negócio da Amazon.com, pois não apenas aqueles produtos cadastrados pela empresa, que a empresa tem interesse em comercializar, podem receber opiniões dos clientes, mas qualquer lugar ou serviço que o cliente desejar cadastrar.

O serviço exige cadastro para que se possa participar da rede de resenhas e é necessário incluir-se um endereço em um dos três países em que é oferecido, Estados Unidos, Canadá ou Inglaterra. Fiz o meu cadastro com um CEP próximo ao Time Square, em New York, com o objetivo de fazer testes e fiquei muito satisfeito com os resultados ao redor deste local, já que não o conheço presencialmente.

O Yelp conta com opiniões de usuários que vão desde serviços dentários (surgiu com este propósito) até indicação de restaurantes, serviços locais, serviços públicos e mídias de massas, ao criar uma verdadeira rede de recomendações em diversas categorias do terceiro setor.

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Categorias do Yelp

Outra característica funcional do Yelp é que o sistema indica a localização no mapa de cada local adicionado com auxílio da tecnologia Google Maps, que no caso estadunidense pode ser aproveitada com precisão no uso do GPS do carro ou de celulares. Os participantes da rede ainda podem adicionar fotografias dos locais, criar etiquetas (tags) próprias, e interagir com outras pessoas da rede.

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Os leitores deste post e conhecedores dos serviços online dirão que já existem sistemas similares que podem ser utilizados por brasileiros, inclusive, com as mesmas características do Yelp, e ainda com os diferenciais como ser oferecido na língua portuguesa e de permitir a inclusão de lugares brasileiros. O serviço que encontrei com maior similaridade ao Yelp e utilizado por brasileiros foi o Qype. Fiz o cadastro no site e testei como o Yelp. Verifiquei que as opções são praticamente as mesmas e, em uma primeira análise, encontrei apenas uma inferioridade no Qype que é a falta de um link que permita o envio de mensagem diretamente a outros membros da rede.

Entendo que a interação bidirecional entre os internautas de uma rede social, a permissão de criar links entre eles, ao se adicionarem como amigos, e a possibilidade de estenderem suas redes de contatos, através dos laços fracos que podem se tornar fortes, são características que contribuem para o sucesso da rede.

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Destaco a questão da formação da rede pois é neste ponto que vejo o sucesso do sistema Yelp, principalmente, para mostrar que o uso dado à web pelos brasileiros pode ter maior potencial social.

O Yelp possui mais de 10 milhões de acessos por mês, conta com cerca de 20 milhões de pessoas cadastradas. Esses números formam uma rede de pessoas que, voluntariamente, fazem avaliações dos mais diferentes serviços em diversas regiões dos Estados Unidos. Naveguei por várias cidades e verifiquei que se pode ter opiniões de praticamente todo o tipo de serviço na maioria das grandes cidades norte-americanas.

Para se ter uma idéia do tamanho da rede do Yelp em relação a do Qype no Brasil, somente em nova York são mais de 27 mil lugares cadastrados no Yelp, enquanto que no Qype se encontra apenas 126 lugares cadastrados na cidade de Porto Alegre. Este número de lugares cadastrados no Qype de toda a capital gaúcha mal supera as categorias de Local Flavor (121 lugares) e Religious Organizations (96 lugares) e está muito além da categoria dos restaurantes que contabiliza 9279 lugares no Yelp.

O sucesso da rede do Yelp é garantido pela participação ativa dos seus internautas. A rede de lugares se constrói em pequenas regiões e poucas pessoas, quando somadas, garantem a cobertura das grandes regiões, tendo-se a avaliação real de praticamente todo tipo de serviço em todo tipo de lugar da cidade. A pequena região e o pequeno negócio passam a ter visibilidade através do Yelp, na medida em que o internauta pode garantir sua popularidade no sistema através de sua simples opinião sincera.

Como sugere o próprio slogan do serviço, Pessoas Reais, Resenhas Reais (“Real People, Real Reviews”) ou como já vi traduzido na web para o português Opiniões de verdade, por gente de verdade. De uma forma ou outra, o que vale é a opinião isenta e individual que forma uma rede de opiniões garantindo a avaliação fiel do serviço analisado.

O Yelp é um serviço online social típico da Web 2.0 que, além de aproveitar os metadados como no sistema de recomendação de músicas LastFM, conta com a participação voluntária dos internautas que formam uma rede de recomendações com opiniões sinceras dos consumidores finais.

O internauta brasileiro poderia utilizar mais desses sistemas sociais, como já se percebe uma certa adesão na cidade de São Paulo (722 lugares cadastrados), e contar com um fiel sistema de avaliação de serviços prestados em diferentes locais, indiferente do tamanho da cidade. Chego a ficar instigado pelas avaliações para os serviços de telefonia e Internet aqui no Brasil, já presentes nos blogs que  podem fazer esse papel de sistema social, mas não em uma estrutura única. De qualquer forma, responda-me qual é o melhor serviço de Internet na sua cidade?

Quanto vou gastar de taxi?

A vida acadêmica tem a fama de proporcionar ao pesquisador um considerável número de viagens por ano para congressos científicos. A cada ano, normalmente, os eventos acontecem em diferentes cidades e isto proporcionaria ao pesquisador “conhecer” muitos lugares ao longo de sua jornada científica.

A maioria de nós sabe que isso é mentira e que, quase sempre, nosso trajeto se resume a casa-aeroporto-hotel-congresso-hotel-aeroporto-casa (CAHCHAC). Daria até pra brincar com uma sigla desse trajeto e dizer que nossas viagens são uma “caca”, não fossem as contribuições para nossas pesquisas adquiridas em congressos.

Este trajeto é feito de taxi, pois estamos com nossos laptops que nos afastam de transportes alternativos pelo medo dos assaltos [Brazil! Mostra tua cara]. Como a cada viagem vamos a uma cidade nova, sempre nos deparamos pelo conhecido problema de qualquer um em viagem a local desconhecido. – Este taxista vai fazer turismo comigo!!! [Quero ver quem paga], pois nossas viagens são custeadas por nossas bolsas que não são [Pra gente ficar assim] passeando.

Continuando na letra da música de Cazuza…

Brasil!
Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?
Confia em mim…

Como confiar no taxista? Como saber se o valor a ser pago é o justo pela corrida? Para sabermos o melhor caminho a ser percorrido podemos contar com o Google Maps que nos indicará a melhor rota, distância e tempo aproximado. Mas, e o preço do taxi, quanto sairá a corrida? O ideal seria que o Google Maps também nos fornecesse esse dado.

Este serviço já existe online para 12 cidades brasileiras e se chama Calculador de Tarifa de Taxi. Veja o trajeto abaixo que simulei entre a FABICO/UFRGS e o Aeroporto Salgado Filho em Porto Alegre:

Trajeto entre os endereços R. Ramiro Barcelos 2705, Santana, Porto Alegre, Brazil (UFRGS-Universidade Federal do RGS) e Aeroporto Internacional Salgado Filho - RS

Trajeto entre os endereços R. Ramiro Barcelos 2705, Santana, Porto Alegre, Brazil (UFRGS-Universidade Federal do RGS) e Aeroporto Internacional Salgado Filho - RS

Confia em mim…

Vale alertar que o serviço ainda precisa ser aprimorado, pois o melhor caminho seria este abaixo, que baixaria o valor em R$ 4,24. Note que o ponto de partida não é exatamente igual ao anterior, mas foi essa a opção de “selecionar no mapa” (teste no site essa função) que me permitiu apontar o menor caminho.

Neste trajeto, o ponto de partida foi levemente modificado ao redor do endereço da Fabico/UFRGS através da opção "Selecionar no mapa".

Neste trajeto, o ponto de partida foi levemente modificado ao redor do endereço da Fabico/UFRGS através da opção "Selecionar no mapa".

Mesmo precisando ser aprimorado, o serviço já se torna útil para termos como base de quanto pagaremos ao taxi pela corrida. Aconselho a fazer testes com a opção “Selecionar no mapa” antes de sair com o caminho em mente, pois o simples ato de se atravessar a rua pode fazer com que se tenha uma boa economia.

Afinal, precisamos ser atentos, já que…

Não me convidaram
Pra essa festa pobre
Que os homens armaram
Pra me convencer
A pagar sem ver
Toda essa droga
Que já vem malhada
Antes de eu nascer…


.:del.icio.us

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