Arquivo para a categoria 'Expressões na Mídia'



Cuidado com os [não]blogs que você lê na Internet!!!

 

Os blogs têm sido algo cada vez mais usual em portais jornalísticos, como o ClicRBSG1Folha Online, etc. O julgamento das células-tronco no STF ocupou a mídia digital na tarde desta quarta-feira(5) e uma cobertura em especial me chamou a atenção do uso do termo blog.

cobertura a que me refiro é a do portal G1 que mantém uma seção intitulada de Blog ao vivo e que passou a tarde sendo atualizada com informações do julgamento no STF. A minha preocupação é se esse espaço do G1 pode ser considerado um blog. O espaço parece mais uma cobertura online, com notas rápidas de um acontecimento em que seu grande diferencial é a possibilidade dos leitores comentarem.

Preocupa-me porque vejo muito mais do que essa possibilidade num blog. Acredito que o principal diferencial de um blog é a liberdade de expressão permitida a qualquer sujeito, sem vínculos a interesses e linhas editoriais que qualquer veículo de comunicação possua. Não julgo as linhas editorias, pois penso que os veículos as devem possuir e, ainda, deveriam ser mais fortes nos seus pontos de vista. Acho que uma imprensa opinativa que por sua vez se torna interpretativa é muito mais fiel à informação do que uma simplesmente informativa. No entanto, cada um tem seu papel e essa cobertura feita pelo G1, esse espaço denominado de blog, não passa de uma estratégia de marketing, já que o termo parece estar em alta na Web, por tantos considerarem que os autores autônomos têm mais isenção com a verdade, por mais que interesses pessoais estejam atrelados à informação.

O meu medo é que o termo blog acabe como o interativo, como o Alex Primo expõe em seu livro da sua banalização, desde que a publicidade passou a utilizá-lo para criar slogans para os produtos, que seriam mais interativos.

No ano passado, houve uma grande discussão na blogosfera a respeito de uma campanha do Estadão que criticava a credibilidade dos autores de blogs e, agora, vejo que tomaram tal proporção que toda a mídia passa a utilizá-los para não perder espaço. Tanto que utilizam o termo para denominar seções de seus portais que nada tem a ver com um blog.

Então, seguindo a mesma linha da campanha do Estadão que dizia para ter “cuidado com o que você lê na Internet”, ao questionar se os autores dos blogs eram críveis, alerto:

Cuidado com os [não]blogs que você lê na Internet!!!

Usando a Web com moderação na universidade e no estágio

A TV surgiu há pouco mais de 50 anos e lembro de alguns professores comentarem, durante a graduação, que o aparelho chegou a ser visto como uma solução para o analfabetismo no Brasil. A referência é feita porque há diversas possibilidades que estão sendo vistas na Internet, crenças de socializar a informação, estimular o senso critico, entre tantas outras formas de manifestações. No entanto, acredito que deve ser feita uma reflexão quanto ao seu uso pela sociedade e, principalmente, pelos universitários.

Mesmo que a TV tenha sucesso em alguns programas e canais que lidam com ensino, ela está longe das expectativas de resolver o problema da educação no mundo. Percebo que isso foi, também, por interesses capitalistas de estímulo ao consumo. Os canais de TV perceberam um caminho rentável na indústria do entretenimento. Por isso vemos tantos programas de diversão como as novelas, os reality shows, jogos, entre outros que não somam como poderiam contribuir programas culturais. Não que o entretenimento deva ser extinto da Web, mas a verdade é que, assim como a vida não é só trabalho, ela não é só diversão.

A Internet também pode estar tendo um mal uso pelos jovens muito exclusivo ao divertimento. Então, todas essas possibilidades de desenvolvimento cultural, do senso crítico e social, podem estar tomando o mesmo caminho da TV e acabar por não passar de mais um mídia de distração.

Obviamente que essa comparação parece um tanto absurda, pois eu mesmo escrevo aqui nesse blog de tantas possibilidades que já podem ser vistas no uso da Internet em prol da sociedade. Parece até um paradoxo, mas o fato é que também há um grande número de jovens que pouco se interessam por esse desenvolvimento e passam horas nos programas de chat e em sites de relacionamento como o Orkut deixando todo o resto de lado.

A questão me preocupa porque vejo e ouço muito falar de alunos, nas faculdades, e estagiários, em veículos de comunicação, tentando burlar os sistemas de supervisão de conteúdo para acessar sites de relacionamento e programas de chat, durante períodos que não deveriam ser destinados à diversão e  sim ao trabalho ou estudo.

Na verdade, penso que tais supervisores de conteúdo nem deveriam ser necessários, pois os alunos e estagiários ideais estariam preocupados, ressalto – no momento de trabalho ou estudo – com seu desenvolvimento profissional ou acadêmico.

Acho que deve haver um equilíbrio e que podemos aproveitar as possibilidades da Web para todos os fins, tanto diversão como, principalmente, desenvolvimento humano.

Então, seguindo a linha do nome da comunidade do Orkut “Saia do Orkut e vá ler um livro”, da campanha feita pela MTV “Desligue a TV e vá ler um livro“ e, ainda, de uma postagem de André Deak, repito a mesma frase citada por ele de uma campanha de Roberto Taddei:

TROQUE SEU ORKUT POR UM BLOG

Os alunos, em especial os de Comunicação, poderiam aproveitar mais o seu tempo na universidade para aprimorarem seus textos, discutirem temas relevantes com outros acadêmicos de universidades distantes ou da sua própria escola. Os estagiários deveriam aproveitar o seu tempo no estágio para tomar conhecimento do maior número de tarefas possíveis, criarem uma rede de contatos [profissionais e não festivos].

Enfim, acho que deve ser feita uma reflexão em todos os níveis, pois também vejo profissionais experientes cometendo os mesmos erros. A Internet pode ser um caminho construtivo, mas não deixe a sua carreira ser prejudicada por ela.

  • vale ler também essa postagem da Gabi e ver as dicas que ela dá, brilhantemente, para futuros profissionais que estão prestes a se formar.
  • outra dica é ler – os dez erros imperdoáveis cometidos num estágio de uma notícia do Universia

Oscar tem nova cara depois da greve dos roteiristas

A festa do Oscar de ontem surpreende muitos espectadores que aguardavam a repercussão da greve dos roteiristas que quase causou o cancelamento do 80º Academy Awards. O número de não-americanos premiados foi realmente fora do comum e, pelo o que pude observar, a maior diferença das festas anteriores foi a comemoração de alguns dos premiados.

O Oscar desse ano pareceu um tanto mais humano, em que as pessoas vibravam de forma autêntica ao serem chamadas para receber a cobiçada estatueta. A premiação que mais me emocionou foi a de melhor atriz, em que Tilda Swinton demonstrou uma alegria espontânea e que encantou o público. A outra surpresa, que teve uma comemoração a parte na blogosfera, foi a da blogueira Diablo Cody que ganhou melhor roteiro. O fato já foi bem comentado numa postagem de Gisele Honscha.

Mas, como nem tudo são flores. O Oscar desse ano teve uma homenagem que, por mais que pareça ser merecida, foi uma “forçassão” de barra. Falo do anúncio de um dos premiados ter sido feito por soldados ao vivo de Bagdá. Acho que, na tentativa de homenagear os combatentes, os organizadores passaram uma certa impressão de que a Academia apóia as ações dos EUA no Iraque. O que é recriminado por quase todo o mundo. Não ficaria surpreso se no próximo documentário de Michael Moore fosse denunciado um patrocínio das forças armadas norte-americanas ao evento desse ano. Só faltou eles aproveitarem cenas do filme “Live from Baghdad” para dar mais emoção à premiação :/

Mas com isso, lembro também de um filme que assisti novamente há poucas semanas, com a intenção de identificar algumas questões de um livro que havia lido. O filme é “Platoon” e o livro é “A Cultura da Mídia”, de Douglas Kellner, que deveria ser lido por todos que gostam de apreciar a arte do cinema. O autor faz brilhantes referências da Indústria Cultural com alguns filmes e fenômenos norte-americanos, como a Madonna, por exemplo. Referências que nos fazem abrir os olhos para certas questões levantadas na arte com a intenção de esclarecer ou manipular ao consumo desenfreado.

Ao ler o livro, notei que Platoon mostrou o horror que foi a guerra do Vietnã e não tapou o sol com a peneira. As cenas reconstruíram confrontos chocantes entre os soldados americanos e vietnamitas. Também, não escondeu diversos crimes de guerra cometidos pelos próprios americanos, como assassinatos e estupros. Há ainda a questão do grande consumo de drogas que pareciam aliviar a dor dos soldados. O filme recebeu quatro estatuetas em 1986, premiado como melhor montagem, som, direção e, inclusive, melhor filme.

O interessante é que existem diversos filmes que tratam do tema da Guerra do Vietnã, mas o único premiado vaio a ser um de produção independente que foi contra os interesses dos próprios americanos, já que denunciou os horrores que estavam sendo feitos com aquele e seu próprio povo.

O Oscar de 2008 teve uma mudança com a greve dos roteiristas, que provavelmente não foi muito bem vista por muitos produtores de Hollywood. No entanto, os atores apoiaram mais do que a greve de seus colegas, incentivaram o cinema internacional e as produções independentes com as premiaçnoes dessa edição.

Agora, falta esperar o que virá na edição de 2009, já que se fala numa greve de atores. Quem sabe o Brasil não aproveita a oportunidade para tentar emplacar finalmente um filme no Academy Awards?

Microsoft se rende ao open source

A Microsoft, depois de mais uma tentativa de comprar a Yahoo, parece tomar atitudes desesperadas para não continuar perdendo mercado no setor de desenvolvimento de sistemas. A empresa parece se render ao open source e anuncia que irá liberar o código fonte de alguns programas, como o Windows Vista e  Office.

O mais legal é que eles prometem não processar os programadores que desenvolverem seus códigos e os distribuírem sem fins comerciais.

Mas, como esses caras da Microsoft são legais, não? Deixam todo mundo desenvolver seu produto, mas só eles podem explorar isso comercialmente. Isso está me parecendo uma política open source de via única, se é que existe tal possibilidade. Não que eu ache que os programadores possam se apropriar do código e vender os seus avanços. Mas, daí vir a desenvolver sistemas para que a própria Microsoft venha a cobrar dele mesmo pelo sistema aprimorado no futuro me parece um tanto impróprio.

Como é de conhecimento da maioria, a Microsoft passou anos entregando produtos com problemas para depois continuar vendendo seus updates. Sem demagogia, sei que as empresas precisam faturar, mas a política da Microsoft em relação aos seus clientes nunca foi muito diferente do que uma simples transação (exploração) comercial. Agora, esperam contar com os hackers da rede para a ajudar desenvolver seus sistemas?

Lembro de estudar que esse conceito de open source foi o que possibilitou a rede como ela é hoje. O próprio trabalho do Tim Benners-Lee, que deu origem à Web, foi iniciado muito antes por diversos hackers distribuídos pelo mundo.

Mas, a política adotada por todos aqueles programadores que construíram a Internet era algo mútuo de diversas pessoas, instituições e até mesmo empresas. No caso da Microsoft, estamos falando do desenvolvimento dos softwares de uma única empresa e, por isso, pode ser que ela enfrente problemas para conseguir tais colaboradores.

No entanto, não podemos negar o poder que a empresa tem no mundo. Já que a grande maioria é adepta ao Windows e, talvez, por isso pode ser que ele obtenham sucesso em conquistar desenvolvedores que buscam por um status na rede.

Porém, tudo isso é suposição.

O fato é que a Microsoft lança mais uma carta para ver se continua respirando.

.: Video Highlights from the Press Conference

New York Times é ultrapassado pelos blogs

Em uma postagem anterior, onde respondi ao meme “Blogar…uma profissão?” estendeu-se pelos comentários uma discussão interessante relacionando uma outra questão que são os blogs e jornalistas.

Bom, no comentário da Tina ela coloca que nos Estados Unidos, onde vive, as pessoas estão buscando informações nos blogs e não chegam a questionar se são escritos por jornalistas ou não.

Acredito que os jornalistas são os profissionais que estão aptos do conhecimento a fazer jornalismo. Porém, depois de ler uma postagem de André Lemos e ter a informação de que, segundo uma notícia do Telerama, as pessoas estão buscando mais informações nos blogs do que no próprio New York Times, vejo que a Tina tem razão no que tem ocorrido por lá.

Agora, basta saber por quem são escritos esses blogs e se não são os próprios jornalistas que estão se destacando nesses meios e, ainda, continuarei acreditando que os blogs podem ser um local onde “Cada jornalista pode ser um veículo de Comunicação Social”.

Cansado… Ditador Castro renuncia ao poder

O último líder comunista do mundo estaria cansado do seu próprio regime e estaria cedendo, ainda em vida, a abertura de seu país que há décadas caminha na pobreza de um embargo mundial? O fato é que Fidel Castro Ruz renunciou ao governo de Cuba e disse que não aspira e nem aceitará mais ser o chefe de estado.

O anúncio oficial foi feito em carta escrita de próprio punho pelo ditador que ocupou o poder por 49 anos nesta segunda-feira (18), às 17h30min do horário local. A íntegra da carta pode ser conferida neste link do site Prensa Latina.

A saída de Fidel Castro do poder não muda nada de imediato, mas a sua saída a 5 dias do parlamento escolher o novo chefe de estado deixa ao país a possibilidade de fugir do embargo mundial, principalmente norte-americano, já que Castro foi por anos considerado o inimigo político número 1 da Casa Branca.

O irmão de Castro que ocupa o cargo interinamente, desde que o ditador se afastou em 2006, não têm a mesma simpatia no partido. [Mas,] Raúl Castro Ruz não deverá ser nomeado [facilmente] o novo presidente e isso traz grandes possibilidades ao povo que está cansado do sofrimento de anos de isolamento econômico. [Já que Raúl desempenha uma política diferente do irmão].

Com a saída de Fidel Castro do poder, o processo de abertura de Cuba deverá ascender e pode ser que o próprio ditador já o quisesse, pois poderia continuar ocupando o cargo, mesmo que afastado, até a sua morte. Mas, antecipa a história e poderá ver em vida mudanças em seu país que ele próprio lutou décadas contra, que é a instauração do regime capitalista em Cuba.

O fato é que mais um regime comunista pode estar se encerrando com a era Castro e tendendo ao capitalismo, pois há alguns anos que Cuba desenvolve seu turismo e trabalha para receber investimentos externos em prol do desenvolvimento econômico.

Se o caminho do capitalismo é o correto, saberemos daqui a alguns anos. O certo é que esse regime é mais livre, onde as pessoas exercem melhor seu direito de cidadão.

A própria China, que mesmo continuando comunista, já apresenta grandes melhorias nesse sentido de liberdade ao migrar ao capitalismo. Pena, que parece que sua crescente economia possa estar entrando em recessão depois de anos, já que a inflação por lá não para de crescer.

meme: Blogar… uma profissão?

Gabi me convocou a responder ao meme “Blogar… uma profissão?”. Na postagem em que faz tal convocação (provocação :p), ela também se refere ao meu último texto: “Cada jornalista pode ser um veículo de Comunicação Social”. Por isso, me sinto na obrigação de responder ao meme relacionando algumas questões a esse post anterior.

Já vou logo afirmando que, em minha opinião, blogar não pode ser algo visto como profissão. Pois, acredito que os blogs nada mais são do que um suporte técnico que permitem qualquer um publicar na Internet. Na minha postagem anterior, destaquei algumas diferenças entre jornalistas, especialistas e público em geral, para deixar claro que cada um tem o seu papel na sociedade e que, por isso, não acredito que podemos considerar blogueiros como jornalistas. Esses, nada mais são do que pessoas publicando sobre temas que lhe interessam e mesmo que tirem, em algum momento, a audiência dos jornalistas, por sua proximidade aos fatos, por exemplo, não quer dizer que tais pessoas estejam desempenhando a função de jornalistas.

Elas nada mais são do que pessoas que têm um espaço para publicarem suas opiniões, escreverem sobre os fatos que lhe interessam. O que é algo extraordinário no que diz respeito à democracia no mundo. Mas, como dito em minha postagem anterior e como a própria Gabi falou na postagem dela, existem diversas questões éticas e de conhecimentos trabalhados por jornalistas que os diferenciam das demais pessoas que publicam no blogs. A principal delas, em meu entender, seria a questão do compromisso que um jornalista tem em escrever uma notícia. Porém, assim como disse antes que o jornalista pode ser um repórter cidadão, ele também pode manter um espaço sem ter os compromissos que ele têm num veículo, desde que deixe claro o que é jornalismo e o que é opinião. Pois, ele tem obrigações éticas frente ao público.

Vejo nos blog grandes possibilidades para todas as profissões, mas não uma nova profissão. Não existira uma nova profissão de blogueiro, mas sim o jornalista que posta, o escritor que posta, o cronista que posta, o chargista que posta, etc. Ou seja, todos profissionais de diferentes áreas que têm um novo suporte para falar do que bem entenderem.

A minha área é o jornalismo e vejo nos blogs alternativas de jornalistas se moldarem a tornar a tarefa de informar algo mais democrático. Na verdade, nada diferente do que já deve ser feito nos atuais veículos em que desempenhamos nossas funções, mas não podemos ser demagogos e desconsiderar que muitas vezes estamos engessados a linhas editoriais. A ênfase da profissão de jornalista não muda com os blogs, o que muda é o suporte técnico e as possibilidades de melhor desempenharmos nossas funções.

Vi em alguns blogs que responderam o mesmo meme que há uma discussão quanto ao diploma de jornalista relacionado a esse tema. Acredito que não seja necessário falar disso, pois está claro para mim que todos podem blogar (mais o deveriam fazer), mas que só jornalistas podem fazer jornalismo.

Não vejo os blogueiros como uma ameaça ao jornalismo, talvez o fossem para as empresas jornalísticas. O jornalismo estará seguro pelos jornalistas que possuem diferenciais de anos de desenvolvimento da profissão e tornam a função de extrema importância à sociedade. Nunca podemos deixar de esquecer de que o jornalismo têm o compromisso e a função com a sociedade de mantê-la informada de temas como política, segurança pública, saúde, etc. Por mais que os blogueiros possam fazer isso, serão os jornalistas que o farão em compromisso ao juramento de sua profissão distanciando-se de simples opiniões e interpretando para informar com ética e serenidade.

Para finalizar a resposta ao meme, se consideramos a tarefa de blogar uma profissão, também devemos considerar profissionais as pessoas que se reúnem para discutir e opinar sobre temas diversos. Por que não da profissão de “discutidor”?

Cada jornalista pode ser um veículo de Comunicação Social

Há uma grande discussão na rede quanto à função de jornalistas para a circulação de informação. Desde que surgiram os blogs, tornou-se muito fácil a qualquer pessoa estar publicando informações na Internet.

Essa facilidade tem sido utilizada por muitas pessoas e, com isso, surge a discussão de quem está mais apto a escrever sobre determinado assunto: o especialista da área, no caso de assuntos técnicos como, por exemplo, economia; ou, o jornalista que, ao menos na teoria, busca passar informações se afastando de opiniões ou as deixando claras, quando aparecem, ao público.

Existe, ainda, a questão do tempo/espaço. Com a rede, tem-se acesso às informações dos mais diversos locais e os portais, por exemplo, buscam as trabalhar para atender a maior audiência possível. Então, os jornalistas de tais portais precisam noticiar assuntos a distância. Pois, seria financeiramente impossível manter jornalistas por todo um Estado, País e, porque não, planeta. Como eles trabalham a informação a distância, são obrigados a contar com fontes como as agências de notícias, veículos locais, entrevistas por telefone. Assim, o jornalista estará, raramente, próximo ao fato para fazer uma cobertura jornalística.

O caso é que pessoas, não jornalistas, tem alimentado a Web com informações do cotidiano, através de seus blogs. Ocorrências próximas ao seu cotidiano e, por sua proximidade, com muitos mais aspectos a serem vistos do que o jornalista da redação online, que se obriga a aguardar pelas informações vindas das agências ou já trabalhadas pelos veículos locais. Ou seja, no jargão jornalístico, “recozinham” a matéria.

Essa prática ainda é pouco vista no Brasil, mas no mundo já existe previsões para o fim da função de jornalista. Como podem ser vistos nessa postagem feita pela Gabi que inspirou esse texto.

Mas, vejo uma grande saída para os jornalistas e, ainda, com um grande ganho social. Como é de conhecimento da maioria, o maior ponto de tensão entre os veículos de comunicação e o público é o que ele quer saber e o que a imprensa que fazer saber. Os jornalistas, muitas vezes, culpam que estão atrelados às linhas editoriais das empresas jornalísticas e que se não a seguirem podem até acabar desempregados.

Por isso, me pergunto por que os jornalistas não produzem tais blogs independentes? Por que eles mesmos não vão atrás das notícias que desejam abordar, por sua própria conta, e escrevem livres de tais linhas editoriais. No momento em que um jornalista passa a produzir tal espaço, ele poderá contornar uma outra grande queixa do público que é o espaço para o cidadão na imprensa. Num blog, o jornalista poderá contar com os espaços destinados aos comentários para ter o feedback o público e passar a tomá-los como sugestões pra novas pautas.

Porém, há uma outra questão que é a remuneração de jornalistas que passassem a tentar ganhar a vida com esse fim social. Uma da prerrogativas para o sucesso do blog seria o fato de ele estar só e, por isso, seria a visão de um único jornalista. Mas, nesse ponto seria como o cidadão comum, que passa a sua visão. O jornalista teria a vantagem dos conhecimentos necessários para a produção de uma matéria e iria se diferenciar por isso, podendo garantir sua audiência e, conseqüentemente, maior comercialização dos espaços publicitários. Para não ser um meio de única visão, ele poderia trabalhar em conjunto com outros profissionais no mesmo espaço. Mas, isso não me preocuparia, já que vejo que tais blogs seriam construídos de forma colaborativa, ao se abrir espaço para o público.

Quanto aos especialistas que mantém seus blogs, vejo que os jornalistas têm uma grande vantagem, mesmo nos veículos tradicionais. Eles podem buscar várias fontes e as cruzar, o que dificilmente será feito por um especialista. Pois, ele não irá se preocupar em buscar outras fontes para sustentar seus textos. Por mais especialista que seja num assunto, uma única visão frente a um fato é um caminho perigoso para quem busca a verdade. Vejo que, nesse aspecto, os jornalistas estariam mais credenciados frente ao público que busca informações.

O grande filão que os jornalista têm em produzir tais blogs é seu conhecimento em lidar com fontes. Ao se moldarem rumo a uma imprensa mais sociável, eles poderão continuar tranqüilos que seu espaço estará garantido.

Os jornalistas também são cidadãos, então que mal tem eles praticarem o jornalismo Cidadão? Por isso, vejo que com tais possibilidades na Web, poderíamos afirmar que cada jornalista pode ser um veículo de Comunicação Social.

Conhecendo o Web Research

Faz algum tempo que eu estava querendo fazer um novo blog para postar com mais freqüência sobre os temas que eu gosto e que estudo, que envolvem a comunicação e a informação na Internet. Isso se torna possível a partir de agora que iniciarei o meu mestrado e irei poder me dedicar exclusivamente à vida acadêmica. O blog anterior permanecerá no ar como forma de arquivo do tempo da graduação, quando descobri o quanto se pode compartilhar informações e se aprender com os blogs e, principalmente, quando passei a me interessar em participar de pesquisas científicas. Nessa primeira postagem, não farei qualquer apresentação pessoal por já estar na área about, mas seguirei a tendência de todos e irei apresentar o blog “Web Research: comunicação e informação na web”.

  • Projeto Gráfico
Preocupei-me em criar uma certa identidade para o blog em um design limpo, para que a leitura seja agradável aos visitantes. Os serviços na barra lateral foram dispostos na importância que julgo ser de interesse da maioria, com o objeitivo de facilitar o acesso às postagens e informações buscadas nesse espaço. Para isso, visitei outros blogs e tentei seguir a tendência desses outros blogueiros que costumo acompanhar.
  • Áreas
Um dos motivos que me levou a migrar para a plataforma WordPress foi a possibilidade da criação de áreas. Pois, queria ter a possibilidade de estar podendo dispor outras informações nesse espaço que não só as postagens propriamente ditas de um blog. Como é o caso dá área PDFs, onde estarei veiculando a minhas participações em produções científicas, com o objetivo de receber contribuições e críticas de quem por aqui passar e se interessar em compartilhar suas opiniões. As áreas estão acima e já possuo o projeto pessoal de outras que me parecem ser interessantes, mas que por enquanto não estarei divulgando, pois não tenho idéia ainda da disponibilidade que terei para as manter atualizadas e, também, porque irá depender de certa viabilidade técnica. Conforme for, estarei divulgando em breve.
  • Serviços
Na barra lateral do Web Research dispus alguns serviços com facilidades como a possibilidade de inscrever-se no sistema de RSS ou na Newsletter do Web Research, para quem preferir receber as atualizações por e-mail, no Skype ou, até mesmo, no Twitter. Nessa mesma barra, você poderá acompanhar as postagens mais lidas e os últimos comentários feitos pelos visitantes. Há ainda, o sistema de busca e a listagem das categorias e tags das atualizações do blog.
  • Categorias e Tags
A classificação do conteúdo é algo que terei uma dedicação especial e por isso tentarei abranger o máximo de temas em poucas categorias e tags. Assim, quem desejar fazer alguma associação entre as postagens dos conteúdos publicados terá mais facilidade de compará-las. Por isso, estarei me informando também das tags que vêm sendo utilizadas pelos outros blogueiros, para que possam ser feitas associações com outros blogs em serviços externos como, por exemplo, o Technorati.
  • Comentários
Como mencionado mais acima, um dos principais motivos do Web Research será compartilhar informações e, por isso, todas as áreas do blog contam com espaços para comentários. Espero poder contar com a participação dos visitantes sempre que desejarem comentar.
  • Creative Commons
O objetivo desse espaço é estritamente acadêmico. Por isso, todo o seu conteúdo está disponível para o seu uso seguindo a licença Creative Commons inscrita. Através desse blog, espero poder contribuir e compartilhar com os visitantes um pouco do que venho estudando.

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