A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), através da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação (Fabico) e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Informação (PPGCOM), está publicando a cartilha “Para fazer RÁDIO COMUNITÁRIA com “C” maiúsculo.
A obra é organizada por Ilza Girardi, professora do PPGCOM, e Rodrigo Jacobus, mestrando do programa, e dá sequência a um trabalho de seis anos que já havia publicado a “Cartilha (sem frescura) da Rádio Comunitária”.
A cartilha, que traz um histórico das rádios comunitárias, questões da legislação e fornece informações de como montar uma rádio, está sobre licença Creative Commons e pode ser distribuída gratuitamente sobre a mesma licença, que pode ser conferida na página 4 da obra.
Baixe seu exemplar e redistribua a cartilha, reforçando a importância de obras compartilhadas sem custo, priorizando o acesso livre à informação.



Grande Jacobus! Legal saber que está no mestrado da UFRGS.
eu tb escrevi nessa cartilha. parabenz ilza e jacobus por readapta-la, relança-la e e distribui-la em CC
grande iniciativa de nosso barão de itararé!
Me interessei bastante pela Cartilha e o apelo da palavra comunitária com C. Apesar de não estar conseguindo fazer o dowload (peço, se possível, que me enviem o material por e-mail) acredito que um dos grandes problemas do “fazer” comunicação comunitária hoje seja a falta de canais para praticá-la.
Conheço vários manuais, surgidos na década de 1990,alguns dos quais serviram de modelo para muitas formações que ministrei durante anos com o pessoal do Ceará. Infelizmente, os melhores comunicadores (e os multiplicadores) se viram impossibilitados de exercer seu direito à voz, pois tiveram suas rádios fechadas pela Anatel. Alguns tentam hoje, mais de 10 anos depois, fazer rádio na web – mas a Internet está longe de ser uma mídia comunitária, pois atinge um público restrito e que tem outros meios de se informar e comunicar, diferente do público dos bairros periféricos de nossas cidades e de muitas outras perdidas neste imenso Brasil.
Acho interessante também pensarmos em publicar uma cartilha elencando realmente todos os entraves da comunicação comunitária, inclusive a nossa política de comunicação, centrada em Brasília, e os ditos “defensores” da causa, representantes eternos que nunca sequer puseram o pé em uma comunidade e agem verticalizando ainda mais o sistema pela proximidade com o poder ou o mundo acadêmico.
Porém, tudo o que se faz nesta via, é importante. Parabéns pela iniciativa de vocês! Conte comigo para a divulgação.