Na última semana estive ocupado com algumas tarefas acadêmicas que nem fiquei sabendo que Mário Magalhães deixou o cargo de ombudsman da Folha.
O motivo:
A Folha condicionou minha permanência ao fim da circulação das críticas diárias na internet; não concordei; diante do impasse, deixo o posto[…] (MAGALHÃES, Folha de São Paulo, 06/04/08)
Vejo que a Folha retrocede com a sua decisão de encerrar as colunas diárias. A coluna na Internet permitia que o ombudsman possuísse mais espaço para o seu trabalho e, ainda, podia ter um canal direto com seus leitores. Claro que os leitores poderão continuar enviando e-mails ao novo ombudsman. Mas, como todo blogueiro e pessoas que trabalham com Internet sabem, a atualização de uma página é crucial para que os Internautas continuem a visitando. Agora, com atualizações apenas semanais, a Folha poderá perder esse público. Principalmente, os que acompanham o veículo apenas online.
Magalhães já antecipou essa preocupação em relação aos leitores em sua última coluna, mas o novo ombudsman, Carlos Eduardo Lins da Silva, do programa Roda Viva (TV Cultura), não vê da mesma forma:
Não acho que seja uma coisa importante. Tudo que é dito na crítica diária pode ser dito na coluna publicada no jornal. O leitor não ficará desinformado. (Comunique-se, 15/04/08)
Ou o jornalista considera apenas importante a questão da informação ao leitor, ou ele não o está considerando esse aspecto da sua participação. O que é ainda pior.
Então a Folha perde o ombudsman, o ombudsman perde espaço. E o leitor perde o que? Perde a crítica e a participação.


Pois é Gilberto, logo a Folha de São Paulo, considerado o melhor jornal do Brasil até então…
Se Paulo Francis vivesse diria: “A Folha de São Paulo demitiu um ombdusman, e contratou um bundsman”. hehe
Abs